A Semana Santa no Estado é marcada pelo consumo da tradicional torta capixaba, de peixes e chocolates. A variedade de guloseimas temáticas atrai adultos e crianças. Mas, para fazer uma boa compra é preciso pesquisar, já que os produtos típicos apresentam grande variação de preços de uma loja para a outra.

Diante do cenário de insegurança e incerteza, devido à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offer Wise Pesquisas, em todas as capitais do País, apontou que, este ano, 10,5 milhões de brasileiros devem deixar de fazer compras para a Páscoa.

Apesar da redução do número de brasileiros que realizariam compras na Páscoa, de acordo com a pesquisa, 64% dos consumidores entrevistados pretendem comprar presentes e chocolates para a data, enquanto 19% afirmaram que não farão compras este ano e 16% ainda não se decidiram. Entre os consumidores que pretendem gastar menos, 32% citaram a intenção de economizar, 30% ressaltaram o fato de terem outros compromissos financeiros para pagar e 23% alegaram orçamento apertado.

Segundo o diretor-presidente do Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES), Rogério Athayde, a crise econômica gerada pela pandemia está impactando as compras deste ano.

“Os preços dos produtos estão mais altos, devido à alta do dólar, do frete e dos insumos. Tudo isso influencia o preço final do produto. Para evitar endividamento, os consumidores devem avaliar a sua condição financeira, pesquisar preços em diferentes lojas, substituir produtos tradicionais da época e evitar gastos desnecessários”, ponderou Athayde.

Dicas de compra de ovos de Páscoa

Pesquise o preço dos produtos em diferentes supermercados e encartes promocionais. Fique atento se o preço publicado no anúncio corresponde ao praticado no estabelecimento. De acordo com o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, o fornecedor não pode recusar o cumprimento à oferta.

Uma dica para quem quer economizar nas compras está em considerar a possibilidade de substituir os ovos por outra versão do chocolate, como barras ou caixas de bombom, que são consideravelmente mais baratos, quando comparados os pesos.

No ato da compra é preciso verificar a data de validade dos produtos, se a embalagem está em bom estado de conservação, indicação de faixa etária, os ingredientes, para evitar o risco de alergias, e a informação nutricional. Também é importante levar em consideração o peso do ovo de chocolate e não só a numeração, já que a relação peso/número varia de acordo com o fabricante.

“Muitos consumidores desconhecem que o peso de todos os produtos deve corresponder à parte que será consumida. Isso significa que o total em gramas declarado na embalagem dos ovos de Páscoa deve corresponder ao peso do chocolate, excluindo qualquer embalagem ou brinde”, explicou Rogério Athayde.

No caixa, fique atento ao preço que está sendo cobrado pelo produto. Se for constatada divergência entre o valor cobrado e o anunciado nas gôndolas e encartes, o consumidor tem direito a pagar o menor preço pelo produto.

O diretor-presidente do Procon ressaltou ainda a importância de trabalhar desde cedo a educação financeira com as crianças. “O consumidor paga caro pelo brinde que acompanha o ovo de Páscoa infantil. Há, ainda, opções no mercado que nem sequer um chocolate acompanha o brinquedo. É importante desde cedo criar essa consciência nas crianças”, frisou Athayde.

Após a data comemorativa, é preciso cautela nas compras de produtos em promoção. Após a Páscoa, alguns comerciantes colocam ovos de chocolate em promoção. Assim, o consumidor deve observar o estado do produto, já que não há a obrigatoriedade de troca nas compras realizadas em lojas físicas.

Atenção aos pescados e alimentos in natura

Produtos importados, como o bacalhau, o azeite e a azeitona podem deixar a tradicional torta capixaba ainda mais “salgada”. Para economizar, o ideal é substituir o tradicional peixe da torta por outro tipo de pescado e, ainda, buscar ingredientes alternativos e que estejam mais baratos.

Já na compra do palmito e de outros produtos in natura, é importante saber a procedência dos alimentos e observar se os produtos estão protegidos de insetos e bem armazenados.

Na compra de peixes, o consumidor deve ficar atento se a carne está firme, se os olhos estão salientes e brilhantes, se as guelras estão avermelhadas e se as escamas não soltam com facilidade. Quanto ao peixe em postas, o ideal é que elas sejam cortadas na hora da compra, mas se já estiverem cortadas, é importante observar a textura da carne. No supermercado, o pescado deve estar exposto em balcão frigorífico e, na feira, envolto em gelo picado, sempre protegido do sol e de insetos. Além disso, o vendedor deve usar luvas descartáveis e avental.

Ao comprar lulas e polvos, a orientação é que o consumidor adquira os de cores mais claras, que estão mais frescos. Já para mexilhões, mariscos e ostras, o ideal é comprar in natura e observar se as conchas estão bem fechadas. Moluscos com conchas abertas não estão próprios para o consumo. No caso do camarão, devem também ser firmes e com a carapaça presa ao corpo e o odor deve ser característico do produto, sem ser forte demais.

Para produtos vendidos a granel, é necessário verificar o peso, a quantidade e a aparência do alimento e não comprar se houver suspeitas sobre a qualidade, como com sujeira e mofo.

Denúncias e reclamações

Os consumidores podem registrar suas denúncias e reclamações por meio App Procon-ES (Android) ou pelo e-mail atendimentoapp@procon.es.gov.br (iOS). Importante enviar os dados pessoais completos e fotos que comprovem a denúncia ou a relação de consumo, como nota fiscal, anúncios publicitários, dentre outros.

Fonte: Governo ES

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